Um edifício cedido pela Câmara de Borba vai ser reabilitado para acolher o posto local da GNR, graças à cooperação entre o município e o Governo a formalizar até “inícios de Julho”, disse hoje o autarca.“É uma boa notícia e é bom para Borba, que há muito tempo que queria um posto da GNR em condições, porque o actual edifício, apesar de a câmara andar sempre de volta dele a conservá-lo, já está muito degradado e não tem condições dignas”, congratulou-se à agência Lusa o autarca António Anselmo, eleito por um movimento independente.O presidente da Câmara de Borba, no distrito de Évora, deslocou-se hoje a Lisboa para reunir com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís.O encontro teve como objectivo a discussão do contrato interadministrativo para reabilitação de um edifício cedido pela autarquia para a instalação do novo Posto Territorial da GNR, explicou o Ministério da Administração Interna (MAI), em comunicado.“Neste momento, temos a minuta do contrato de cooperação interadministrativo e, a seguir, depois de serem aceites todos aspectos que estão aqui, a obra vai avançar”, resumiu à Lusa o presidente da autarquia, no final da reunião.O contrato entre a câmara e o MAI, “em princípio”, de acordo com as informações que António Anselmo disse ter recebido da parte do secretário de Estado, “deverá ser assinado no final de Junho ou inícios de Julho”. O edifício “já foi cedido há alguns anos pela câmara e, depois do contrato assinado, vai poder ser reabilitado e adaptado. O secretário de Estado manifestou toda a disponibilidade para que este projecto avance”, destacou, referindo que, nesta reunião, “não foi discutido o valor” do investimento, nem datas para o arranque da empreitada.“Primeiro, é preciso assinar as coisas todas e, depois, avançar o mais rápido possível”, defendeu.Com a transferência do posto da GNR para este edifício cedido pela câmara, algo pelo qual António Anselmo disse andar “a lutar há muito”, esta força de segurança vai ter “muito melhores condições em todos os aspectos”, permitindo também “o aumento do número de efectivos” colocados em Borba.“É algo que queríamos há muito na terra e felizmente, valeu a pena o trabalho”, afirmou António Anselmo.Este processo, de acordo com o autarca, é independente do Contrato Local de Segurança “MAI Município” assinado, em Janeiro, entre o MAI e a câmara.Este CLS visa uma “resposta integrada e inclusiva” para resolver problemas de insegurança no concelho, disse na altura o ministro da tutela, Eduardo Cabrita.

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