A Associação para a Defesa da Natureza e dos Recursos da Extremadura (ADENEX) exigiu hoje a realização de um simulacro de emergência nuclear num raio de 80 quilómetros em redor da central nuclear de Almaraz.”Com a autorização do Conselho de Segurança Nuclear (CSN) para que o reator número I seja fechado em 2027 e o reator número II em 2028, é dado o passo para prolongar a operação da central nuclear de Almaraz, infelizmente, por mais oito anos”, refere, em comunicado, a ADENEX.Por isso, “exigimos que um simulacro de emergência nuclear seja realizado o mais rápido possível com a população em redor, levando em consideração não apenas os 10 quilómetros de distância, mas também os 80 quilómetros recomendados desde o acidente de Fukushima”, sustentam os ambientalistas.O Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol autorizou recentemente o prolongamento do funcionamento da central nuclear de Almaraz, em Espanha, até outubro de 2028, sendo que impôs 13 condições e limites a serem cumpridos.”O plenário do CSN acordou informar favoravelmente a solicitação da renovação da autorização de exploração da central nuclear de Almaraz (Cáceres), cuja vigência terminava em junho. Concretamente, permite o funcionamento da unidade I até 01 de novembro de 2027 e a unidade II até 31 de outubro de 2028, que iniciaram o seu funcionamento em 1981 e 1983, respetivamente”, explica, em comunicado, o CSN.Com esta decisão, os ambientalistas dizem que se cumpre o calendário acordado entre as empresas monopolistas da central de Almaraz e o Governo, o que implica, no mínimo, mais oito anos de manutenção e produção nuclear em Espanha.Os ambientalistas sublinham que a renovação da autorização para o funcionamento de Almaraz significa mais oito anos de produção de resíduos e um travão às alternativas locais de emprego e ao prometido plano de desenvolvimento local para o período do desmantelamento final da central.”Oito anos mais que o CSN aprova com certas condições técnicas e de segurança. Mais oito anos sem consulta prévia a Portugal para trabalhar em conjunto nos planos de prevenção. Mais oito anos atrasando o desenvolvimento de energia renovável descentralizada e distribuída. Oito anos mais de produção de resíduos radioativos como legado envenenado às gerações futuras”, concluem.A central de Almaraz está situada junto ao rio Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal.Em operação desde 1981 (operação comercial desde 1983), a central está implantada numa zona de risco sísmico e apenas a 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa.Os proprietários da central de Almaraz são a Iberdrola (53%), a Endesa (36%) e a Naturgy (11%).

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