A Câmara de Évora mantém suspensos os pagamentos das esplanadas da restauração e ainda não recebeu pedidos do sector para aumentar ou criar novas áreas exteriores que compensem a redução da lotação no interior, devido à covid-19.“Até hoje, não me chegaram pedidos relativos a esplanadas e, portanto, iremos aguardar os pedidos que, porventura, vierem a surgir para depois avaliar”, afirmou à agência Lusa o presidente da câmara, Carlos Pinto de Sá.No âmbito das medidas do plano de contingência do município, o que “está em vigor, até nova decisão”, é a “suspensão dos pagamentos das esplanadas” dos estabelecimentos do sector da restauração em Évora, lembrou.“E, nos períodos em que as esplanadas não estiveram a funcionar e onde, porventura, foram feitos pagamentos adiantados, o dinheiro ou será devolvido ou será creditado às respectivas empresas”, esclareceu o autarca.O Governo autorizou cafés e restaurantes a reabrirem a partir do próximo dia 18, com lotação de 50%, adoptando regras de segurança sanitária e distanciamento social, no âmbito do plano de desconfinamento anunciado.A Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgou também hoje uma orientação que estabelece as várias medidas que os estabelecimentos de restauração e bebidas devem adoptar quando reabrirem no dia 18.Questionado pela Lusa sobre se o município já tomou decisões sobre o licenciamento de novas esplanadas ou o alargamento de outras existentes, face às novas regras, o autarca de Évora disse que essa situação aguarda análise.“As esplanadas já licenciadas podem reabrir normalmente. O que nós analisaremos serão eventuais pedidos de aumento, de alteração ou de criação de esplanadas que venham a surgir”, frisou.“A situação terá que ser avaliada caso a caso porque temos localizações muito diferenciadas de restaurantes e de outros estabelecimentos similares. Há situações em que não é possível instalar esplanadas e há outras onde será possível”, insistiu.O que a câmara pretende “é, na medida do possível, prestar o apoio aos restaurantes que nos façam chegar esses pedidos”, disse.Por outro lado, em termos globais, “a ideia fundamental é que os benefícios que possamos dar a alguns sejam equitativos” para que, “naturalmente, não beneficiem apenas alguns em detrimento de outros”, enfatizou.Também contactada pela Lusa, a secretária-geral da Associação Comercial do Distrito de Évora (ACDE), Mariana Candeias, disse que, “neste momento, a restauração está muito sem saber o que irá fazer”, a partir de dia 18, e admitiu que “a questão das esplanadas” pode “ser interessante”, mas defendeu o avanço de outros apoios.“Vai colocar os vários operadores da restauração em desigualdade porque alguns vão poder ter esplanadas ou alargar a sua esplanada, mas outros não vão conseguir e, portanto, vão ficar em desvantagem, o que, num panorama como o que nós temos, não me parece muito correto”, disse.Para a ACDE, seria melhor que, “até final do ano”, a câmara adoptasse apoios como a isenção das taxas de publicidade e do pagamento da água e, do lado do Governo, “o prolongamento do lay-off” e o “financiamento para um posto de trabalho” a afectar em exclusivo às medidas de higienização das áreas da restauração, no âmbito do combate à covid-19.
RRL // MLMLusa
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