A organização do Terras sem Sombra divulgou hoje que pretende adiar e reprogramar os concertos e outras actividades do festival deste ano ainda não realizados devido à pandemia de Covid-19, para “cumprir na íntegra” o programa.”O nosso objectivo é adiar e reprogramar as actividades ainda não realizadas e cumprir na íntegra o programa que não foi possível concretizar, procedendo aos reajustes necessários” e tendo em conta “as recomendações das autoridades”, como “número de participantes, distâncias a respeitar, medidas de higienização, entre outras”, disse hoje à agência Lusa a directora-executiva do Festival Terras sem Sombra, Sara Fonseca.No entanto, “em primeiro lugar”, a organização do festival vai “aguardar pela promulgação da lei” sobre a proibição de realização de festivais e espectáculos de natureza análoga, até dia 30 de Setembro deste ano, decidida na quinta-feira em Conselho de Ministros, e “estudar em que medida se aplica a festivais de música antiga, clássica e contemporânea, como é o caso do Terras sem Sombra”, frisou.A organização está “a trabalhar” com os artistas e parceiros para “manter” e enquadrar, “em novas datas”, as actividades do festival ainda não realizadas, disse, referindo que “o diálogo com as autoridades tem-se revelado produtivo”.”Todos queremos fazer o melhor, há espírito de equipa e vontade de ultrapassar a crise” e, “se for necessário proceder a algumas modificações, iremos levá-las a cabo”, frisou.Segundo Sara Fonseca, “um cancelamento indefinido” do Terras sem Sombra deste ano “poria em causa o esforço que tem vindo a ser feito, nos últimos anos, para colocar o Alentejo na primeira linha dos festivais de música erudita”.”As perdas revelar-se-iam enormes. Seria dramático se, depois de a região ter conseguido assegurar uma temporada cultural qualificada, em associação com o país vizinho, tudo isso ficasse comprometido”, alertou.Actualmente, “preocupa-nos muito o impacto negativo do cancelamento do festival na hotelaria, na restauração e noutros serviços locais”, frisou, vincando que, “à escala” da região Alentejo, “o Terras sem Sombra tem um impacto económico e social bastante significativo, até porque abrange maioritariamente a ‘época baixa'”.Devido à não realização das actividades do festival programadas desde Março por causa da pandemia, a organização recebeu “muitas lamentações de parte de pequenos hotéis e restaurantes, alojamentos locais, transportadores, mas também dos agentes da área cultural”, disse.”Os artistas, técnicos de som e luz, alugadores de equipamentos e instrumentos, etc., vivem momentos dramáticos e merecem a nossa solidariedade. Existe um tecido criativo no país que corre o risco de desaparecer. Se a situação não se inverter, haverá perdas irreparáveis”, alertou Sara Fonseca.Organizado pela associação Pedra Angular, o 16.º Terras Sem Sombra, com o título “Uma Breve Eternidade: Emoções e Comoções na Música Europeia (Séculos XII-XXI)”, tem a República Checa como país convidado, arrancou em Janeiro e deveria decorrer até final de Julho em 15 concelhos do Alentejo.No entanto, devido à Covid-19, só se realizaram os concertos, iniciativas sobre património e acções de salvaguarda de biodiversidade programadas para os meses de Janeiro e Fevereiro nos concelhos de Vidigueira, Barrancos, Mértola e Arraiolos.
LL // MAGLusa

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