O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) anunciou hoje que, ao longo deste mês, realizou mais de 1.200 consultas de psiquiatria através do telefone, no âmbito do plano de contingência de combate à covid-19.“Desde o dia 1 de Abril que cada psiquiatra” do HESE “realiza consultas através do telefone a todos os utentes que constam nos seus agendamentos diários e consultas presenciais, quando clinicamente se justificam”, explicou hoje a instituição hospitalar, em comunicado.Segundo a unidade, desde o início do mês e até ao dia de hoje, foram efectuadas 1.234 consultas telefónicas desta especialidade.O hospital de Évora, no âmbito do plano de contingência para combater a covid-19, “suspendeu todas as consultas presenciais, com excepção das inadiáveis por motivos clínicos, por questões de segurança dos utentes e dos profissionais” de saúde, lembrou.“Face a esta necessidade, o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do HESE implementou a realização de consultas telefónicas e presenciais e/ou ao domicílio, para situações mais agudas”, acrescentou a unidade hospitalar.O Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental de Adultos foi reorganizado “em duas equipas multidisciplinares de trabalho”, uma dedicada a garantir a “actividade de consulta externa, o serviço de urgência e a psiquiatria de ligação”, que funciona “em sistema de rotatividade”, enquanto a outra é responsável pela “assistência no internamento”.“A Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência mantém também a actividade clínica de consulta externa em regime de teletrabalho”, assinalou o HESE.Segundo o hospital, esta organização específica pretende “garantir o acompanhamento de todos os utentes em seguimento prévio pelo serviço e também de novos utentes referenciados pelos médicos de família”.Madalena Serra, directora do Departamento de Psiquiatria de Saúde Mental, considerou que “é importante que a população saiba que continua a contar” com estes especialistas “neste período de ‘distress’ (estado de sofrimento psicológico)”.“Obviamente que, estando limitados no atendimento presencial, a nossa atenção é redobrada aos utentes que padecem de patologia mental grave. Mantemos, por isso, os agendamentos da medicação injectável e garantimos, de igual forma, as visitas domiciliárias para situações concretas, como sejam os doentes graves com acrescidos factores de vulnerabilidade social”, destacou.Em “épocas de crise”, como a actual, devido à pandemia de covid-19, “os utentes continuam a ser o pilar da actuação” e o “principal reforço à motivação” dos profissionais deste departamento do HESE, assegurou Madalena Serra.
RRL // MLMLusa

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