A Associação Nacional de Conservação da Natureza – Quercus – refere que o projecto de instalação de um novo olival superintensivo em Veiros, no concelho de Estremoz, ameaça a saúde pública.
A Quercus sublinha, em comunicado, que “exige que o Governo não autorize a instalação deste olival sem estarem salvaguardadas as medidas necessárias de protecção da população”.
A associação questiona a localização do projecto que prevê instalar-se junto à periferia da povoação de Veiros, no Bairro Baldio da Eira, a escassos metros de habitações, facto que está a provocar a revolta dos cidadãos locais e que a Quercus considera inadmissível e uma real ameaça à saúde pública local.
A Quercus lembra que “não estão salvaguardadas as medidas necessárias de protecção da população, e que passam pela criação de uma área de protecção (no mínimo de 200 metros) em torno das habitações, onde não seja permitida a instalação do referido olival superintensivo”.
A Quercus exige também que a criação destas áreas de protecção em torno das habitações, de modo a proteger a saúde pública das populações, seja uma condição imprescindível para a instalação futura de qualquer olival intensivo ou superintensivo, e que, para a instalação deste tipo de culturas seja obrigatório realizar um processo de avaliação de impacte ambiental, que inclua os respectivos estudos de impacte ambiental, devendo o parecer das autarquias ser vinculativo neste tipo de licenciamentos.

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