O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, voltou hoje a defender a regionalização do país até 2021, considerando que “esta é a hora de se concretizar este imperativo constitucional que se mantém adiado há mais de quatro décadas”.”É na próxima semana que a Assembleia da República vai apreciar a proposta do PCP de criação das regiões administrativas definindo método e calendário para que, de acordo com os termos constitucionais, seja possível a sua concretização até às eleições para as autarquias em 2021″, afirmou Jerónimo de Sousa.O líder comunista, que falava num comício no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, no distrito de Évora, adiantou que a proposta do PCP apresenta dois mapas possíveis para a criação das Regiões, estando prevista “uma consulta às assembleias municipais, num processo que culminaria com um referendo em 2021, a tempo de se poderem fazer eleições simultaneamente para os órgãos municipais, de freguesia e regionais”.”Quando alguns tanto falam sobre o desenvolvimento regional, lastimam ciclicamente as assimetrias territoriais, ou invocam os problemas da interioridade como o têm feito PS, PSD e CDS, aqui está uma oportunidade para estes e outros juntarem as palavras aos actos e acompanharem a proposta do PCP”, acrescentou.O PCP agendou para quarta-feira um projecto de resolução, na Assembleia da República, para a definição de um calendário para a regionalização até às autárquicas de 2021.Sobre a despenalização da eutanásia, o secretário-geral do PCP referiu que, actualmente, “a polarização da vida política nacional em torno da provocação da morte antecipada, vulgo eutanásia, é movida por objectivos muito para lá do que o tema suscita”.”O PCP não foge a este debate. Mas não contribuirá para que durante dias ou talvez meses se procure a este propósito iludir os problemas que o país, os trabalhadores e o povo enfrentam”, salientou.Quanto a este tema, o PCP reafirma que “não há razões para alterar” a posição assumida pelo partido em 2018.”Respeitando os que em matéria tão complexa e sensível têm posicionamento distinto, para o PCP o que se impõe não é legalizar a provocação da morte antecipada com todas as consequências sociais que uma sociedade capitalista se encarregará de potenciar, mas sim de incumbir o Estado de assegurara todos os meios e condições para assegurar uma vida vivida com dignidade mesmo que na presença de doença”, argumentou.Parte do discurso do líder comunista centrou-se no Orçamento do Estado para 2020 e apesar das críticas ao documento, considerando que se trata de “um Orçamento amarrado às imposições e às regras de submissão da União Europeia e aos interesses do grande capital”, lembrou as propostas do PCP para a “consagração de medidas de sentido positivo para dar solução aos problemas de fundo do país”.Jerónimo de Sousa referiu que o PCP se absteve na votação final global da proposta do Orçamento do Estado para 2020, considerando que a posição que o partido assumiu “dá expressão a um posicionamento político que se distancia deste Orçamento e das opções do Governo nele reflectidas”.
TCA // MSFLusa

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