A “contratação urgente” de funcionários para a Escola Básica Manuel Ferreira Patrício, em Évora, foi hoje reivindicada pelo sindicato do sector, alertando que o estabelecimento “corre o risco de fechar” portas por falta de pessoal não docente.”Se mais um ou dois trabalhadores meterem atestados médicos, a escola fica sem condições para estar aberta e tem de encerrar”, avisou Mariana Recto, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA).A dirigente da delegação de Évora do STFPSSRA falava à agência Lusa no final de um plenário de trabalhadores da Escola Básica Manuel Ferreira Patrício, que se realizou junto à entrada principal do estabelecimento de ensino.Segundo a sindicalista, actualmente, “já há mais trabalhadores da escola que se encontram de atestados ou baixas médicas”, num total de “16”, quando, a meio do mês de Janeiro, eram 12 os que estavam nesta situação.No plenário, disse, os funcionários “confirmaram a falta de trabalhadores” na escola e “a necessidade de abertura de concurso para a contratação de mais pessoal não docente por parte do Ministério da Educação”.”Os trabalhadores confirmaram essas necessidades e também a situação de exaustão em que se encontram”, notou Mariana Recto, adiantando que, se o ME não tomar medidas para revolver os problemas, os funcionários admitem avançar para a greve.”Esta situação tem que ser ultrapassada com muita urgência. É uma escola especial, de inclusão, que tem muitas dificuldades em acompanhar os alunos com necessidades educativas especiais”, sublinhou.A dirigente sindical indicou que estes alunos “continuam sem ir à escola”, depois de as suas actividades lectivas não terem recomeçado após o início do segundo período, há cerca de um mês, devido à falta de funcionários.”Eles estão em casa e deixaram de ter o acompanhamento que tinham e isto não pode ser, porque uma escola inclusiva que recebe crianças com estas características tem que ter condições para que os alunos tenham o acompanhamento necessário”, vincou.Mariana Recto assinalou que os trabalhadores da escola informaram o sindicato de que a direcção do Agrupamento de Escola Manuel Ferreira Patrício está demissionária, realçando que a informação não foi confirmada porque esta não recebe os dirigentes sindicais.

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