O projeto “Reflorestar Belver” conseguiu obter 100% das verbas em menos de 24 horas na GoParity, a fintech para financiamento colaborativo de projetos sustentáveis. Depois de dois incêndios, em 2017, que devastaram 600 hectares de floresta em Belver, Gavião, foram atribuídos cerca de 630 mil euros, a fundo perdido, pelo PDR2020 à Terras Guidintesta (gestão de território). Para a requalificação total, outros 50 mil euros foram submetidos para financiamento colaborativo na GoParity, para a plantação de 250 a 300 mil árvores, preservação e promoção da biodiversidade na área.
O projeto “Reflorestar Belver” foi aberto à participação da comunidade ontem, e chegou, às 10h12 minutos de hoje, ao total necessário para a reflorestação.
A reflorestação foi garantida por 123 investidores, com uma média de 360€/investidor. Segundo o algoritmo da GoParity, esta iniciativa vai permitir plantar precisamente 270 mil árvores e evitar 5 940 toneladas de CO2.
“Quando colocamos a tecnologia ao serviço da sustentabilidade, só pode haver bons resultados. A urgência de projetos como este apela mesmo à participação de todos, até porque nos diz diretamente respeito a nós e ao nosso futuro. Ganhar dinheiro com o investimento é só um extra” diz Nuno Brito Jorge, CEO da GoParity.
Recorde-se que em 2017, mais de 80% da área florestal de Belver, cerca de 5400 hectares, foi devastada por dois incêndios. Pretende-se agora a preservação e fomento da vida selvagem e da biodiversidade neste espaço, para a sustentabilidade da área ardida. A Terras de Guidintesta – Sociedade de Desenvolvimento Rural é o promotor deste projeto, sendo responsável pela gestão profissional dos espaços. Atua em colaboração direta com a Associação de Produtores Florestais de Belver, a entidade gestora da Zona de Intervenção Florestal da Freguesia de Belver (ZIF), que assume o papel de supervisor do projeto.
“Reflorestar Belver” é um projeto que consiste na plantação de 250 a 300 mil árvores indígenas (espécies como o pinheiro manso, o medronheiro e o sobreiro), obras de correção e proteção de território e preservação e fomento da biodiversidade para a exploração dos recursos de uma forma sustentável.
Carlos Machado, gerente da Terras Guidintesta diz que “Este projeto tem como objetivo a mudança do paradigma florestal de Belver, construindo uma paisagem mais resiliente, uma floresta sustentável baseada nos princípios da multifuncionalidade promovendo a biodiversidade, geradora de novas oportunidades em termos económicos, criadora de emprego e garantindo a necessária rentabilidade.”
“O impacto negativo que o desastre trouxe a nível não só ambiental, mas também social em Belver, deve ser corrigido o quanto antes para a sustentabilidade da região”, sublinha Carlos. Isto porque, para além das áreas detidas pela Terras de Guidintesta, o que corresponde a 600 hectares da área ardida, o projeto vai proceder à recuperação de terrenos de mais de 130 pequenos proprietários locais. “Reflorestar Belver” vai possibilitar a recuperação de uma das principais fontes de rendimento destes pequenos proprietários, a maioria na idade da reforma, contribuindo para a sua maior autonomia financeira.
“Este projeto é um bom exemplo da regeneração de que precisamos numa altura em que já enfrentamos algumas das consequências das alterações climáticas. O recurso à reflorestação é uma das nossas “armas” principais para mitigação das alterações climáticas, pela função importantíssima de sequestro de carbono que representa.” diz Nuno Brito Jorge, CEO da GoParity e também Engenheiro do Ambiente. “Projetos como este, com replicação massiva, teriam um impacto positivo gigante, desde a proteção dos ecossistemas, às alterações climáticas e à nossa qualidade de vida e saúde.” completa.
créditos: ambiente magazine
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