A Câmara de Redondo, no distrito de Évora, vai ser gerida este ano com base no orçamento de 2019, após o chumbo da proposta da gestão da autarquia pela oposição na assembleia municipal.”Isto não impede que a câmara não funcione como tem funcionado até aqui”, afiançou hoje o presidente do município, António Recto, eleito por um movimento independente, em declarações à agência Lusa.A proposta de orçamento e grandes opções de plano para este ano foi aprovada em reunião de câmara, com os votos a favor do Movimento Independente do Concelho de Redondo (MICRE), que lidera o município, contra do PSD/CDS-PP e da CDU e a abstenção do PS.Após “luz verde” na câmara, o orçamento, no valor de quase 10 milhões de euros, foi chumbado na assembleia municipal, com os votos contra dos eleitos do PSD, CDU e do PS.Notando que existe uma “diferença orçamental”, o autarca indicou que a proposta de orçamento para 2020 tinha um valor de “9,8 milhões de euros” e o orçamento “que esteve em vigor em 2019 era de 9,4 milhões de euros”.”A forma como temos construído as grandes opções de plano e até mesmo o orçamento, sendo projetos quadrienais e tendo em conta que estão descritos de uma forma generalizada, não impede que a câmara não mantenha a sua atividade regular em 2020 com base no orçamento de 2019″, referiu.Segundo o presidente do município, a câmara municipal está a dar “continuidade às grandes obras”, como a requalificação urbana, e lançou, no último dia de 2019, o concurso para a construção do percurso pedonal da Serra d’Ossa.Além disso, sublinhou, o orçamento de 2019 “já estava virado para a requalificação e reabilitação do edificado e o apoio social ao associativismo vai andar dentro da mesma linha”.António Recto disse que não vê necessidade de levar à assembleia municipal uma nova proposta de orçamento e grandes opções do plano, realçando que, se existirem dificuldades, serão propostas “revisões ou alterações orçamentais”.”Tenho a certeza” de que as outras forças políticas são constituídas “por pessoas com responsabilidade e que certamente aceitarão e acolherão todas as alterações e revisões que forem necessárias”, afirmou.O atual executivo municipal é composto por dois eleitos do MICRE, um do PS, que passou a ter, em maio de 2019, pelouros e funções a tempo inteiro, um da CDU e um da coligação PSD/CDS-PP.A assembleia municipal, onde o MICRE não dispõe de maioria, é presidida pelo social-democrata José Luís Mónica.
SYM // MLMLusa

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