Três alunos da Universidade de Évora criaram o protótipo de uma aplicação de telemóvel que permite aos utilizadores imaginarem e desenharem as próprias peças de roupa, ao seu gosto e medida, revelou a academia alentejana.O protótipo, designado Diy Closet (Do It Yourself Closet), foi concebido pelos estudantes Inês Carvalho, Maria Inês Romero e Tiago Ferro, do 3.º ano da licenciatura em Gestão, tendo sido distinguido, este mês, com um prémio da própria universidade para o melhor trabalho de Empreendedorismo e Inovação.A Universidade de Évora (UÉ) explicou em comunicado tratar-se do “protótipo de uma aplicação de telemóvel que visa customizar roupa à medida”.A ideia surgiu no âmbito da unidade curricular de Empreendedorismo e Inovação, cadeira integrada no plano de estudos do 2.º ano da licenciatura que estes alunos frequentam.“Foi proposto à turma a criação de uma ideia de negócio inovadora, à qual os três estudantes corresponderam criando a aplicação Diy Closet, uma forma de procurar solução para um problema que consideravam comum a todos, principalmente aos mais jovens”, isto é, “imaginar peças de roupa que depois, em realidade, não se encontram nem em lojas físicas, nem na Internet”, disse a academia.A aplicação, que ainda se encontra “numa fase embrionária”, permite ao utilizador “criar a sua própria roupa, desenhando-a ao seu gosto e à medida, jogando com variadas peças, tecidos e ferramentas”, e tendo como resultado final “peças únicas e exclusivas, através da ajuda de um ‘software’”.“O objetivo principal do projeto é permitir que os consumidores possam vestir aquilo de que gostam, mas de forma personalizada e diferente dos restantes”, destacou a academia.Rui Quaresma, o professor da UÉ que leciona a cadeira de Empreendedorismo e Inovação, frisou que estes projetos motivam os alunos a pensar acerca de um problema e a procurar uma solução.Para o docente, o objetivo da cadeira que leciona é “incentivar os alunos a criar um modelo de negócio economicamente viável” através da elaboração de um projeto inovador.“Inovar também é pegar em coisas que já existem e aplicá-las em novos contextos”, argumentou.Embora, por enquanto, seja apenas um protótipo, os três estudantes tencionam “um dia vir a concretizar” a Diy Closet enquanto projeto real e têm como objetivo que a aplicação “seja adaptável aos diferentes dispositivos (‘smartphones’, ‘tablets’, computadores) e sistemas operativos (IOS e Android)”, acrescentou a UÉ.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais artigos por Redacção
Carregar mais artigos em Região

Veja também

Alandroal recebe primeira edição de 2026 do “Restaurante ao Vivo”

De acordo com comunicado da Câmara Municipal de Alandroal, a vila vai apoiar a iniciativa …