As três grandes unidades de recepção de bagaço de azeitona proveniente dos lagares que processam toda a azeitona produzida no Alentejo têm a sua capacidade estática de armazenamento praticamente esgotada.
“Falta muito pouco para que todo o sector paralise, desde a apanha de azeitona aos lagares que a transformam, facto que a verificar-se poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e empresas ligadas ao sector”, revela, em comunicado, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri).
O sector cooperativo tem vindo a sensibilizar as entidades responsáveis para a possibilidade desta grave situação poder ocorrer, além do caos ambiental expectável ao não haver onde colocar aquele bagaço de azeitona.
“A ausência da aceitação de uma estratégia global equilibrada para o sector, pelos organismoscompetentes, tem provocado estes desequilíbrios estruturais, que estão já a penalizar todo osector nacional, nomeadamente em Trás-os-Montes e no Alentejo, onde o estrangulamento narecepção dos bagaços de azeitona levará ao colapso das actividades relacionadas”, sublinha a Confagri.
A situação deverá ser analisada, em breve, pelas cooperativas agrícolas e a ministra da Agricultura, na procura de uma solução.

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