O orçamento da Câmara de Campo Maior para 2020 é de 15 milhões de euros, superior em 11% ao deste ano, disse hoje à agência Lusa o presidente do município, o socialista João Muacho.“O orçamento apresenta um aumento de 11% em relação ao deste ano, tendo como eixos principais a valorização do património, requalificar Campo Maior enquanto destino turístico e a acção social”, afirmou.O orçamento para o próximo ano foi aprovado por maioria, em reunião do executivo municipal, com os votos a favor dos quatro eleitos da maioria PS e uma abstenção do vereador da oposição CDU.João Muacho, que sucedeu no cargo a Ricardo Pinheiro, eleito deputado pelo PS pelo círculo de Portalegre, nas últimas legislativas, considerou que o orçamento é “ambicioso” e que vai ao encontro dos projectos pretendidos para o concelho raiano.No que diz respeito à valorização do património, está prevista para 2020 a conclusão das obras de requalificação das fortificações abaluartadas de Campo Maior, num investimento de 1,2 milhões de euros.O projecto de requalificação das fortificações representa um investimento global de cinco milhões de euros.“Vamos também ter um Centro Interpretativo e de Acolhimento dos Visitantes da Fortificação, obra que começou há três semanas, sendo o investimento de 500 mil euros”, indicou.De acordo com o autarca, a obra do Centro Interpretativo da Casa da Flor também já arrancou e deverá estar concluída a meio do próximo ano, num investimento de um milhão de euros.Na área do turismo, João Muacho adiantou estar prevista a construção de um posto de turismo numa antiga escola, com um custo de 250 mil euros.“Há também a possibilidade da realização das Festas do Povo em 2020”, sublinhou.As festas, que só se realizam quando a população da vila alentejana quer, são reconhecidas internacionalmente pela sua originalidade e cariz popular.Segundo a tradição, os habitantes prepararam durante meses a ornamentação das ruas, fazendo “florir o papel”.Na área da acção social, o município prevê continuar a recuperar habitações degradadas no centro histórico, iniciativa inserida no plano de acção “Viver em Campo Maior”, contando o projecto com um valor de 700 mil euros.Ainda no âmbito do mesmo projecto, a câmara e a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior estabeleceram um acordo para a recuperação de um prédio pertencente à instituição de solidariedade para a construção de quatro habitações.“Vamos também construir um centro de recolha oficial de animais, num investimento de 130 mil euros, e um Centro de Inteligência Competitiva para o estudo de dados e algoritmos, num milhão de euros”, acrescentou João Muacho.Ao nível dos impostos municipais, a câmara decidiu manter em 0,30% a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e em 5% a taxa de participação no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).Já em relação à Derrama, é aplicada uma taxa de 1,5% sobre o lucro tributável.O orçamento vai ser sujeito a votação no decorrer de uma reunião da Assembleia Municipal de Campo Maior, composta por 11 eleitos do PS e sete da CDU.

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