Os municípios de Almeida, Marvão, Valença e Elvas vão entregar em Dezembro a candidatura conjunta das Fortalezas Abaluartadas da Raia a Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), foi hoje anunciado.”A última reunião que tivemos com o presidente da UNESCO em Portugal foi nesse sentido, de que iríamos apresentar a candidatura a meio [do mês] de Dezembro”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António José Machado.O autarca, que falava em Ciudad Rodrigo, Espanha, à margem do IV Encontro de Conjuntos Históricos de Castela e Leão, referiu que o documento a entregar na presidência portuguesa da UNESCO já contém “justificação do valor” e o “plano de gestão do bem”.António José Machado explicou que a candidatura foi iniciada pelos municípios de Valença, Almeida, Marvão e Elvas, mas é aberta a outros municípios da fronteira de Portugal e Espanha, que poderão associar-se após a aprovação pela UNESCO.Por isso, o autarca fez hoje o convite ao Ayuntamiento de Ciudad Rodrigo (Espanha), para que, numa fase posterior, “possa entrar na candidatura”.O responsável adiantou ainda que após a avaliação da comissão portuguesa da UNESCO, o processo será avaliado em Paris, na sede daquele organismo.Segundo o autarca, os quatro municípios promotores acreditam que a candidatura conjunta das Fortalezas Abaluartadas da Raia tem “um âmbito tal” que justifica a sua classificação como Património Mundial.No caso de Almeida, António José Machado disse à Lusa que, quando tal acontecer, será um momento de “afirmação do território”.Ainda de acordo com o autarca, no âmbito do projeto de candidatura vai ser criada uma associação que irá ter sede em Almeida, no Centro de Estudos de Arquitectura Militar.Em 2016, os municípios de Almeida, Marvão, Valença e Elvas entregaram na Comissão Nacional da UNESCO, em Lisboa, a ficha de inscrição das Fortalezas Abaluartadas da Raia na Lista Indicativa de Portugal a Património Mundial.O património abrangido na candidatura abarca “exemplares únicos da arquitectura militar dos séculos XVII e XVIII, a par do valor intangível da paz e do relacionamento entre os povos”.Naquela data, as autarquias envolvidas no processo justificaram que com a integração do património de Elvas (declarado Património Mundial em 2012) nesta candidatura, a mesma ganhava “uma nova consistência, através do contributo de Almeida, Marvão e Valença, exemplares excepcionais que, em conjunto, definem um sentido universal do génio humano, na sua dimensão tangível e intangível”.As autarquias comprometeram-se “a prosseguir os esforços para o sucesso da conclusão do processo de classificação pela UNESCO, como Património Mundial, da Série Internacional dos Bens das ‘Fortalezas Abaluartadas da Raia'”.
ASR // SSSLusa

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