Uma comitiva do movimento cívico Beja Merece + vai na próxima semana a Bruxelas pedir a intervenção do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia junto do Governo português para a resolução de problemas do Baixo Alentejo.O movimento “foi convidado pelo Parlamento Europeu, por iniciativa da eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho”, a visitar as instituições europeias na terça e na quarta-feira e “com elas analisar o estado da região”, que está “no lote das mais deprimidas da Europa”, explicou hoje à agência Lusa Florival Baiôa, do Beja Merece+.”Vamos aproveitar a oportunidade para expor os problemas e as necessidades e reivindicações do Baixo Alentejo e pedir a intervenção do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia junto do Governo português para que resolva os problemas e responda às necessidades e reivindicações”, disse.”A contestação das vozes” da região “não tem sido ouvida pelo Governo”, que “não atende” o Beja Merece +, disse Florival Baiôa, referindo: “Se o Governo não nos atende vamos às duas principais instituições da União Europeia, que é quem dá verbas”.Com a ida a Bruxelas, frisou, a comitiva “quer contribuir para a solução dos problemas, para o país e para a Europa, num diálogo clarificador, técnico, social e económico”.A retoma e conclusão das obras da A26/IP8 entre Sines e Vila Verde de Ficalho, passando por Beja, electrificação dos troços ferroviários Beja-Casa Branca e Beja-Funcheira da Linha do Alentejo, total aproveitamento do aeroporto de Beja e melhores serviços de saúde são as necessidades “há muito” reivindicadas pela população do Baixo Alentejo e pelo movimento supra-partidário criado em 2011, disse.Segundo Florival Baiôa, o Baixo Alentejo “precisa de melhores estradas e linhas férreas para satisfazer necessidades de deslocação de pessoas e bens e permitir condições para atrair investimentos e fixar empresas e população”.O aeroporto de Beja está “subaproveitado” por “falta de bons acessos e estranha teimosia política”, mas “podia e devia ser complementar aos de Lisboa e Faro” e servir para estacionamento de aviões, indústria aeronáutica e alguns tipos de voos, disse.Já os serviços de saúde da região, referiu, estão “atrofiados e depauperados pela falta de técnicos e de novas instalações”.O Baixo Alentejo poderia ser um “exemplo de desenvolvimento”, mas “regista atrasos provocados por políticas de centralismo extremista, impossibilitando a fixação de populações jovens”, lamentou.Segundo Florival Baiôa, a comitiva do movimento que vai a Lisboa é composta por 25 pessoas, entre representantes de várias entidades e sectores profissionais do Baixo Alentejo e técnicos especialistas nas áreas das reivindicações.O programa em Bruxelas inclui visitas ao Parlamento Europeu, debates com eurodeputados e funcionários europeus e um jantar no edifício sede da Comissão Europeia com o comissário europeu para Investigação, Ciência e Inovação, o português Carlos Moedas, natural de Beja.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais artigos por Redacção
Carregar mais artigos em Região

Veja também

Ponte de Sor renova distinção máxima como “Município Amigo da Juventude”

O Município de Ponte de Sor voltou a ser distinguido com o mais elevado reconhecimento na …