A Comissão Concelhia de Portalegre do PCP denunciou duas situações que, segundo refere, “mais uma vez vão dificultar o acesso dos portalegrenses aos cuidados de saúde”.
Os comunistas salientam que “desde Abril deste ano que a aposentação de uma médica do centro de saúde de Portalegre levou a que os “seus” cerca de 2000 doentes ficassem sem médico de família. Perante a incapacidade do Conselho de Administração da ULSNA, nomeadamente do seu Presidente, Dr. João Moura Reis que, com o aval do Governo PS, é o responsável pela gestão clínica dos centros de saúde do distrito de Portalegre, e perante a pressão que os utentes sem médicos de família foram exercendo, a solução a que se chegou demonstra, novamente, a total falta de planeamento e absoluta desconsideração do interesse público que o CA da ULSNA reiteradamente vem demonstrando”.
Os médicos da Unidade de Saúde Familiar (USF) que a médica recém-aposentada integrava, de acordo com o PCP, “reduziram o período de consultas de recurso que seria das 14h às 20h, para o período entre as 17h e as 20h, porque no restante período terão de realizar as consultas médicas da lista de doentes que ficaram sem o seu médico assistente. A consequência tem sido a transferência de cada vez mais doentes para o Serviço de Urgência do Hospital de Portalegre, já de si congestionado e indo ao arrepio de tudo o que são as actuais políticas de saúde”.
O PCP e a CDU já tinham denunciado a incapacidade que o Hospital de Portalegre tem de fixar novos especialistas, nomeadamente através de moção aprovada na Assembleia Municipal, mas agora também o Centro de Saúde de Portalegre, apesar de formar especialistas de Medicina Geral e Familiar, nãoconsegue renovar os seus quadros médicos, “em consequência das políticas de saúde do Governo PS e perante a passividade cúmplice da Câmara de Portalegre CLIP”.
O PCP sabe que, com a concordância da Câmara CLIP e conivência da vereação PS e PSD, a farmácia Portalegrense pretende sair da sua actual localização, na malha urbana do centro histórico da cidade de Portalegre, deslocando-se para a área comercial dos hipermercados, junto ao Bairro dos Assentos.
A confirmar-se esta deslocação, a zona alta da cidade, nomeadamente a que serve o Bairro do Atalaião ver-se-á privada de mais uma farmácia (depois da saída da farmácia Nova e da Chambel), reduzindo toda esta zona da cidade, onde a população é maioritariamente idosa, a uma única farmácia, ao cimo da Rua do Comércio.

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