Os trabalhos de limpeza, conservação e restauro de peças arqueológicas em cerâmica que vão integrar o futuro Museu de Arqueologia e Etnografia António Tomás Pires, em Elvas, estão a decorrer com a finalidade de integrar a exposição permanente da antiga Manutenção Militar, espaço que está a sofrer obras de requalificação.
As peças, em barro simples e barro vidrado, fazem parte de objectos de diferente cronologia (Pré-histórica, Romana, Medieval e Moderna) e tipologia (potes, pratos, bilhas, faianças, entre outros).  Este trabalho está a ser realizado por um técnico de Conservação e Restauro Arqueológico do Município, de acordo com os princípios legais actuais de intervenção no património móvel.  
Esta tarefa é parte de uma acção integrada, desenvolvida por uma equipa de técnicos da autarquia que compreendeu, numa primeira fase, o estudo tipológico das peças (descrição, medições, fotografia) e a contextualização histórico-arqueológica das mesmas. 
A museologia do século XXI não privilegia apenas a tipologia e a cronologia das peças, mas procura traçar a trajectória do objecto, ou de um grupo de objectos, revelando o seu percurso, desde a sua identificação até à sua aquisição/integração como parte de uma colecção de museu.
Ao ser reconstituído o itinerário dos objectos arqueológicos divulgam-se as acções e os conhecimentos de actores desconhecidos, mas fundamentais para a constituição das colecções.

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