O projecto piloto para a região Alentejo “Transporte a Pedido” foi apresentado na tarde de 30 de Maio, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).Este projecto tem como objectivos disponibilizar uma solução de “Mobilidade Como Serviço do Alentejo” e garantir uma resposta adequada e complementar às necessidades dos cidadãos.O “Transporte a Pedido” é um serviço disponibilizado pelos municípios aderentes (Moura, Reguengos de Monsaraz, Beja, Odemira e Mértola), que pretende complementar os serviços existentes, em locais onde ele não existe ou é deficitário, nunca se sobrepondo à oferta já existente.No futuro, o objectivo passa por alargar esta plataforma a todos os concelhos da região Alentejo nos quais a CCDRA tem competências de coordenação de políticas regionais.Com a implementação da “Plataforma de Mobilidade Como Serviço do Alentejo”, espera-se uma transformação digital que sirva também de instrumento de gestão territorial e mobilidade, de forma a garantir uma maior coesão regional.A sessão de abertura contou com intervenções do presidente da CCDRA, Roberto Pereira Grilo, e do secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes.A vice-presidente da CCDRA, Carmen Carvalheira, fez uma apresentação mais detalhada do projecto, explicando a forma como surgiu, os objectivos e todos os desenvolvimentos que teve até à data, referindo que a plataforma ainda não está terminada e que se está numa fase de protótipo/prova de conceito.O representante da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo apresentou o projecto de “Transporte a Pedido do Médio Tejo”, que já está em implementação naquele território desde 2012.Os municípios do Alentejo que já fazem parte deste projecto-piloto tiveram também a oportunidade de explicar o que os motivou, assim como todo o trabalho que desenvolveram para preparar a informação necessária ao desenvolvimento da plataforma e as expectativas que têm para o futuro.Joaquim Condeça, técnico-superior da CCDRA, fez referência aos objectivos e ao desafio de se desenvolver uma plataforma deste tipo, sistematizou todos os procedimentos/estratégias de implementação da solução encontrada, apresentou a “Plataforma de Mobilidade do Alentejo” e os diferentes menus já desenvolvidos até ao momento e apontou os próximos passos a seguir, quer a curto prazo, quer no futuro.Por último, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) apresentou o fundo que está disponível para o serviço público de transportes para a implementação de Sistemas de Transporte Flexível, o enquadramento legal do “Transporte Flexível” e a participação do IMT, assim como teceu algumas considerações gerais sobre a avaliação do sistema de transportes.

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