Os deputados Rita Rato, António Filipe e Jorge Machado, do Partido Comunista Português, questionaram, ontem, o Governo sobre as condições actuais dos militares da GNR e para quando a construção do novo posto em Avis.
Na missiva enviada para o Palácio de São Bento pode ler-se que “há mais de uma década que o Município de Avis disponibilizou um terreno num loteamento municipal para a construção de um novo quartel para a GNR”.
Os eleitos do Município foram recebidos no dia 23 de Abril de 2018 pela secretária de Estado, Isabel Oneto, que se comprometeu que três meses depois “o projecto para o novo quartel estaria realizado para ser lançada a obra. Até à data recebemos apenas o estudo prévio do mesmo”.
“O Município de Avis viu-se agora surpreendido com a notícia de que a GNR de Avis recebeu uma ordem de despejo até final do mês de Maio. A solução seria dividir os efectivos entre o Posto Territorial das Galveias (Ponte de Sor) e o Posto Territorial da Casa Branca (Sousel), ficando o concelho de Avis sem efectivos”, refere a carta enviada ao Governo.
Para minorar o problema, a Autarquia de Avis cedeu instalações suas – duas habitações e um espaço de serviços – para que os efectivos possam “ter condições para continuar no concelho, ainda mais quando nas últimas semanas se tem registado um número elevado de furtos no concelho”.
O PCP sublinha que “a situação é grave” e “exige respostas imediatas” para garantir “o início da obra bem como a manutenção dos efectivos no concelho”.
Os deputados comunistas vincaram duas perguntas ao Ministério da Administração Interna:
– 1. Para quando o início da construção do novo Posto da GNR?- 2. Que medidas imediatas vão ser tomadas para assegurar a manutenção dos efectivos no concelho?

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