Depois de ter tido conhecimento da decisão do Governo em criar um grupo de trabalho para avaliar a viabilidade técnico-financeira da Barragem do Pisão, a Direcção da Organização Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP “gostaria de poder festejar tal decisão”, mas relembra “as práticas conhecidas de que, quando não se quer concretizar, cria-se um grupo de trabalho”, esperando, no entanto, “que não seja o caso”.O executivo da DORPOR lembra ainda que “tem sido o PCP quem, de forma responsável, tem assumido a construção da Barragem de fins múltiplos como uma necessidade inquestionável para o desenvolvimento da nossa região, tendo sido o seu grupo parlamentar quem, já em 2016, apresentou na Assembleia da Republica um projecto de resolução que recomendava a inclusão do empreendimento de aproveitamento hidráulico de fins múltiplos do Crato (Barragem do Pisão) nas prioridades de investimento”, recomendação essa que “mereceu o apoio unânime da Assembleia da República”.A DORPOR do PCP reafirma também “a sua disponibilidade para, com as restantes forças políticas e sociais do distrito, continuar o combate pela concretização desta justa reivindicação das populações do Alto Alentejo”, mas “não pactuará com reproduções de manobras eleitoralistas que tenham como fim a não concretização desta obra, mas algum suporte eleitoral para o ciclo que agora se anuncia”. “Se agora é que é, pois que seja agora”, conclui.

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