São cerca de 15 mil mortes provocadas pela inalação de partículas e outros poluentes. Os dados são relativos a Portugal no ano de 2015 e são apontados pela Agência Europeia do Ambiente (EEA) e Organização Mundial de Saúde (OMS).
O número é quase o dobro do que estava estimado (6690 mortes). A informação foi avançada pelo Público esta terça-feira, com base numa publicação do European Heart Journal.
O artigo revela que a mortalidade relacionada com a contaminação do ar na União Europeia — 659 mil pessoas — também corresponde ao dobro da estimada em estudos.
Para Portugal os registos mostram que há 138 mortes por cada cem mil habitantes. Portugal fica a meio da tabela que é liderada pela Bulgária (210 por cada cem mil habitantes).
Para realizar este cálculo os investigadores utilizaram um modelo de dados que simula a forma como certos processos químicos atmosféricos interagem com a terra, os oceanos e a biosfera, bem como o impacto dos compostos químicos gerados por actividades humanas, como a indústria ou a agricultura. Os números sobre o impacto da poluição na mortalidade são tão elevados que os investigadores estimam que a contaminação do ar cause mais mortes adicionais por ano do que o tabaco, escreve o Público.
Em Portugal, os problemas cardiovasculares, como ataques ou paragens cardíacas, representam 30% do total de mortes causadas pela poluição do ar. Na Estónia são 64%.
Para estes números também contribuíram os incêndios dos últimos anos. Francisco Ferreira, responsável pela associação ambientalista Zero, descreve ao diário nacional que são partículas como “um conjunto de substâncias muito diversificado”. “Nitratos, sulfatos, compostos orgânicos”.

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