Luís Mourinha (MiETZ – Movimento Independente por Estremoz) vai continuar na Câmara de Estremoz, desta vez como avençado para a área de desenvolvimento económico.
Mourinha viu-se obrigado a deixar o cargo de autarca após o Tribunal Constitucional ter-lhe recusado o recurso num processo onde foi condenado por crime de prevaricação e perda de mandato.
Mas o tempo fora do Paços do Concelho de Estremoz durou pouco. Francisco Ramos, que antes de assumir a presidência tinha o cargo de vice da Câmara, decidiu contratar o presidente condenado para prestar serviços na área económica.
A informação chegou na sessão da Assembleia Municipal de 22 de Fevereiro. Luís Mourinha deixa de ser presidente para ser assessor do actual em regime de avença e com um vencimento mensal de 900 euros até final de 2020.
Francisco Ramos justificou a decisão por Mourinha ter “um conhecimento do concelho e suas necessidades, assim como um conjunto de contactos, que são importantes para o município”, além de que a decisão “vai ao encontro do pensar da maioria da população” escreve o jornal local E’.
O E’ escreve que o Código dos Contratos Públicos e normas europeias aplicáveis preveem um conjunto de impedimentos que afastam a participação de indivíduos e empresas em procedimentos de contratação pública, nomeadamente as que resultam de condenações que ponham em causa a honorabilidade profissional dos operadores ou por crime de corrupção no sentido delimitado na directiva europeia sobre a matéria.
Apesar disto Francisco Ramos diz que não “vê qualquer irregularidade no processo”.
Luís Mourinha esteve na liderança da Câmara de Estremoz até 4 de Março. Perdeu o mandato após os tribunais terem recusado seus recursos num processo mmovido pela Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), onde protestavam contra um corte nos subsídios, após o dirigente da colectividade ter criticado – em nota editorial num jornal já extinto – o autarca por abandonar o sistema de ‘Aguas do Alentejo’.
Luís Mourinha foi condenado a pena suspensa de dois anos e oito meses de prisão, pagamento do valor de 1.882,50 euros, acrescido dos juros legais relativo aos subsídios não pagos à LACE em 2010, indemnização por danos não patrimoniais de 1.500 euros e pena acessória de perda de mandato.
-
Elvas mobiliza-se para apoiar Fortaleza e Aqueduto nas 7 Maravilhas de Portugal
A cidade de Elvas está a intensificar a mobilização em torno das candidaturas da Fortaleza… -
Raul Cordeiro eleito presidente do Conselho de Supervisão da Ordem dos Fisioterapeutas
O professor Raul Cordeiro foi nomeado Presidente do Conselho de Supervisão da Ordem dos Fi…
Carregar mais artigos relacionados
-
Elvas mobiliza-se para apoiar Fortaleza e Aqueduto nas 7 Maravilhas de Portugal
A cidade de Elvas está a intensificar a mobilização em torno das candidaturas da Fortaleza… -
Raul Cordeiro eleito presidente do Conselho de Supervisão da Ordem dos Fisioterapeutas
O professor Raul Cordeiro foi nomeado Presidente do Conselho de Supervisão da Ordem dos Fi…
Carregar mais artigos por Redacção
-
Centro de Arqueologia de Avis integra Jornadas Europeias de Arqueologia com actividades em Benavila e Ervedal
Nos próximos dias 13 e 14 de Junho, o Centro de Arqueologia de Avis vai integrar a program… -
Dia de Portugal assinalado na Biblioteca Pública de Badajoz
A Biblioteca Pública de Badajoz acolhe hoje, quarta-feira, uma celebração especial do Dia … -
Rádio Telefonia do Alentejo celebra 30 anos
A Rádio Telefonia do Alentejo (RTA) assinala hoje, 1 de Junho, o seu 30.º aniversário, com…
Carregar mais artigos em Região
Veja também
Elvas mobiliza-se para apoiar Fortaleza e Aqueduto nas 7 Maravilhas de Portugal
A cidade de Elvas está a intensificar a mobilização em torno das candidaturas da Fortaleza…