Cientistas britânicos estão a desenvolver galinhas modificadas geneticamente de forma a serem resistentes à gripe. O primeiro ovo deve ser chocado ainda este ano no Instituto Roslin, na Universidade de Ediburgo, Escócia.
De acordo com Wendy Barclay, coordenadora deste projecto, o ADN das aves foi alterado usando a tecnologia conhecida como CRISPR, onde se remove partes de uma proteína da qual o vírus da gripe depende. Desta forma pretende-se produzir aves que não apanhem este vírus e assim impedir uma pandemia humana.
A última grande epidemia de gripe aviaria foi em 2009 causada pelo vírus H1N1. Atingiu cerca de 500 mil pessoas a nível global.
Os especialistas receiam que um vírus letal possa saltar de aves selvagens para os humanos e transformar-se numa pandemia entre a população.
“Se pudéssemos impedir a passagem do vírus da gripe das aves selvagens para as galinhas, parávamos a próxima pandemia na fonte”, explica Wendy Barclay.

A mesma refere que o plano é usar o CRISPR para editar ADN das crias de aves de forma que apenas uma parta da proteína-chave seja alterada.
Contudo a cientista admite que será difícil a população aceitar o consumo de comida geneticamente editada.
O Instituto Roslin ficou famoso por em 1996 uma equipa de cientistas ter clonado a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de um animal adulto.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais artigos por Redacção
Carregar mais artigos em Uncategorized

Veja também

Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Campo Maior celebrou 27.º aniversário

O Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Campo Maior comemorou, no domingo, dia 11 de Jan…