O Orçamento da Câmara Municipal de Portalegre foi chumbado. Luís Testa (PS), presidente da Assembleia Municipal, deu um voto de qualidade indeferido, após a votação ter terminado empatado com 14 votos.
O Orçamento Municipal avaliado em cerca de 19 milhões de euros, contou com votos contra da bancada do PS e CDU e votos favoráveis por parte do CLIP (Candidatura Livre Independente por Portalegre) e PSD. A reunião de assembleia municipal decorreu na sexta-feira, 15 de Dezembro.
Miguel Monteiro, líder da bancada socialista, justificou à Rádio Portalegre que o “orçamento é mais do mesmo”, onde há uma “manifestação de intenções que não resolve os problemas da população”.
Hugo Capote (CDU) justificou o acto pelo documento não apresentar “planeamento” e “estratégia”.
Ricardo Romão (CLIP) considerou que o chumbo vai causar constrangimentos ao funcionamento da autarquia.
Já Joaquim Barbas (PSD) indicou que o orçamento apresenta propostas “importantes” apesar de existirem “constrangimentos financeiros”. O mesmo referiu que ao votarem favoravelmente estão a dar uma oportunidade ao executivo, liderado pelo CLIP.
Adelaide Teixeira, presidente da Câmara de Portalegre, assumiu que já esperava que o orçamento fosse chumbado, acusando a oposição de praticarem política de “terra queimada” e de quererem “barrar” a actividade do município.

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