“Neste momento não penso obviamente recandidatar-me pois acho que já dei o contributo que tinha que dar para a minha cidade quando terminar o meu mandato”, disse Nuno Mocinha, presidente da Câmara Municipal de Elvas, ao Linhas após os discursos de aniversário da Azevia, na sede da Sociedade 1º de Dezembro, na noite de sexta-feira.
O autarca referiu que de momento procura cumprir os três anos do segundo mandato e apesar de, por lei, estar permitido a candidatar-se a um terceiro e novo mandato. Nuno Mocinha prefere deixar o cargo a outros candidatos com uma visão diferente para o concelho de Elvas.
“Eu estou eleito para este mandato, a minha intenção é cumpri-lo até ao fim. Depois de chegar ao fim do mandato logo se vê. Não ando a fazer o mandato actual a pensar no mandato futuro. Estou há muitos anos na Câmara, é o meu segundo mandato como presidente, mas já fui vereador e vice-presidente. Não me quero eternizar na Câmara Municipal de Elvas. Deve haver sangue novo e ideias novas, uma nova forma de pensar a cidade e temos de dar oportunidade a outras pessoas para que possam pensar a cidade de maneira diferente. Sinto que estou na melhor fase da minha vida e daí ser útil a outra causa, que não somente a que levo. Tenho de preparar a Câmara para uma sucessão pacífica, democrata, para que possa eleger quem entendam, sendo que há pessoas no concelho capazes e que acreditam em si para levar Elvas em frente, do que outras personalidades que por vezes parecem que são os salvadores da pátria”, afirmou o presidente de Câmara, acrescentado que “tem uma equipa jovem que pode continuar” os destinos do concelho.
Nuno Mocinha garante que quando deixar o cargo de presidente do município, não irá continuar ligado ao poder local e adiantou que não tem qualquer convite para exercer cargos políticos a um nível maior.
“Seguramente no dia em que sair da Câmara Municipal o meu episódio nas autarquias locais termina. Não quero nenhuma Assembleia Municipal, Junta de Freguesia, nem ser eleito municipal. Podem contar sempre comigo para dar a minha opinião, mas nunca no activo em termos de exercer influência sobre o que quer que seja. Terei de encontrar alguma coisa fora da vida política local”, e esclareceu: “Não tenho qualquer convite para integrar o que é que seja de organismo intermédio do Estado, de listas de deputados – nem vou integrar – nem convite para ir para nenhuma empresa”.
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