As escolas receberam ordem por parte da DGEstE para pagarem no primeiro período metade das bolsas de mérito ao que os alunos mais carenciados financeiramente têm direito.
Segundo a reportagem do DN desta sexta-feira, 30 de Novembro, a mensagem enviada por parte da DGEstE (Direção Geral de Estabelecimentos Escolares) atingiu de surpresa os directores das escolas, que não deu justificação para esta medida. A DGEstE salienta no entanto que o restante valor será entregue no próximo ano.
Estas bolsas de mérito são destinadas a alunos do ensino secundário com acção social escolar, que obtiveram média de 14 valores no ano lectivo anterior. As bolsas têm um valor de 1070 euros e por lei está previsto receberem 428 euros no primeiro período de aulas, que compreende entre os meses de Setembro a Dezembro. Com esta ordem estes alunos recebem em Dezembro somente 214 euros.
Ao DN Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, lamenta o corte de 50%, referindo ser um apoio essencial às famílias e aponta a medida como uma consequência da situação real do país, explicitando “que não é tão boa como fazem crer”.
O Ministério da Educação respondeu que o valor das bolsas é sempre pago em tranches, transferindo-se para as escolas e depois para as famílias, mas não explicou a razão de este ano existir um corte de 50% na primeira tranche.Cerca de 18 mil alunos são abrangidos por estas bolsas de mérito que têm um investimento de mais de 19 milhões de euros no ano lectivo de 2018/19.
O ‘Linhas’ entrou em contacto com a direcção da Escola Secundária D. Sancho II de Elvas, relativamente a esta carta. A entidade escolar diz que ao momento ainda não recebeu qualquer indicação para pagar só metade do valor das bolsas de mérito do 1º período.
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