Os médicos invocam o afastamento da família para não se fixarem no interior. Este é o resultado de um estudo, divulgado ontem, 12 de Novembro, no Porto pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (SRNOM) ao Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Esta razão está aliada às expectativas de não-diferenciação profissional, a não-progressão na carreira e o facto de se viver fora de grandes centros urbanos o que acarreta a falta de diversidade cultural e da lazer.
António Araújo disse ao Público que o estudo indica que os jovens médicos não procuram directamente dinheiro, mas sim condições para a realização profissional e criação de família. Indicando igualmente que os incentivos do Estado são temporários e somente financeiros, com salários de mais de mil euros por mês durante três anos.
Os médicos podem receber cerca de 36 mil euros brutos por um contrato de três anos, têm um regime preferencial de colocação dos cônjuges, 15 dias por ano de formação e dias adicionais de férias.
Em 2019, de acordo com o mapa da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), há 2441 vagas para o concurso de ingresso no internato médico. Mais 170 que em 2018
Na Administração Regional de Saúde (ARS)do Norte são abertos 860 lugares, em Lisboa e Vale do Tejo 819 vagas. A ARS Centro tem disponíveis 425 lugares, o Algarve tem 137 vagas e o Alentejo 97. quanto a Madeira e Açores são 40 e 66 vagas respectivamente.
Quanto ao estudo apresentado o trabalho revela uma amostra de mais de mil médico inscritos na Ordem do Norte.

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