Gonçalo Pacheco deixou o cargo de administrador no Conselho de Administração da Fundação Robinson, em Portalegre, presidido por José Manuel Faria Paixão, em funções há cerca de sete meses.
A demissão estará relacionada com o “volte face” do presidente do Conselho de Administração relativamente a uma proposta apresentada por Gonçalo Pacheco para a realização de uma auditoria patrimonial, administrativa e financeira à Fundação Robinson, avança a Rádio Portalegre.
No espaço de menos de um ano, a Fundação Robinson regista a sua “terceira baixa”, com a saída de Gonçalo Pacheco do cargo de administrador, depois de já terem saído do Conselho de Curadores o vereador da CDU, Luís Pargana, em 28 de Setembro, e em 15 de Outubro, o vogal indicado pelo PSD, João Nabais Pinto.
A CDU mostrou-se, esta terça-feira, solidária com a decisão do professor Gonçalo Pacheco em renunciar ao seu lugar no Conselho de Administração da Fundação Robinson.
Segundo a Coligação Democrática Unitária, no curto intervalo de tempo em que exerceu as funções de primeiro vogal do Conselho de Administração da Fundação Robinson, por nomeação da Câmara Municipal de Portalegre, Gonçalo Pacheco empenhou-se, por vezes até com sacrifício pessoal, no desenvolvimento de projectos para que a Fundação Robinson pudesse recuperar e reorientar o seu “foco” na defesa e salvaguarda do património industrial da antiga Fábrica, como factor de desenvolvimento para Portalegre.
“A qualidade do trabalho que desenvolveu foi reconhecida por unanimidade na última reunião da Câmara Municipal, quando foi dado conhecimento da sua intenção de demissão por quebra de confiança institucional”, referiu a CDU.
Refira-se que na última reunião do Conselho de Administração daquela Fundação, Gonçalo Pacheco viu aprovada, com dois votos a favor e o voto contra de Armando Varela, a sua proposta de realização de uma auditoria patrimonial, administrativa e financeira à Fundação Robinson, condição essencial para a credibilização e transparência desta entidade que, desde a sua criação, fez a gestão de milhões de euros, na sua maioria canalizados através de fundos comunitários, não se descortinando os resultados esperados na preservação do seu valioso património industrial.
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