O Município de Avis, convicto de que a água “deve continuar a ser gerida por entidades públicas, com respeito pela autonomia das autarquias locais e garantindo a acessibilidade económica e física dos utilizadores”, está “contra” a sua privatização.De acordo com a Autarquia, “está em curso um processo tendente à entrega da gestão das águas e do saneamento a entidades externas aos municípios, fazendo com que cada um deles deixe de intervir directamente neste sector”. “Também no passado fomos forçados a entregar a gestão da água em alta (da captação ao depósito) às Águas do Norte Alentejano, atualmente Águas do Vale do Tejo, o que tem prejudicado muito o abastecimento às populações”, lamentou.Ainda segundo o Município de Avis, “o Governo tem infringido a autonomia administrativa e financeira do Poder Local, privando os municípios de recorrer a fundos comunitários caso não entreguem a gestão da água a outras entidades”. “No caso de Avis, podemos ficar privados de executar obras na rede de abastecimento público, tendo que recorrer a fundos próprios”, acrescentou.Para a Autarquia, “esta solução, a concretizar-se, será muito prejudicial aos interesses das populações, podendo vir a provocar elevados aumentos das tarifas aos consumidores, não garantindo os investimentos necessários e a qualidade do serviço”.Desta forma, o Município entende que “deve manter a gestão na sua posse, tomando-se as medidas indispensáveis para melhorar a qualidade do serviço prestado”, e espera que “o Governo disponibilize, no âmbito dos programas comunitários, os fundos necessários para os investimentos a realizar, respeitando a autonomia do Poder Local”.

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