Há 26 anos, em meados de 1991, tive oportunidade de visitar Barcelona pela primeira vez. Integrado numa viagem promovida pela delegação de Portalegre do então Instituto Português da Juventude, pude observar in loco a construção – nessa altura já muito adiantada – das infraestruturas e equipamentos para os Jogos Olímpicos do ano seguinte na capital da Catalunha.Para lá da grata experiência de viver por dentro os preparativos do maior evento desportivo a nível mundial, Barcelona foi a revelação de uma cidade lindíssima e acolhedora como poucas. Foi para mim uma paixão à primeira vista, traduzida na grandiosidade da sempre inacabada Sagrada Família, no pulmão de Montjuich, no feérico colorido do Parc Güell, e, sobretudo, na animação multicultural das Ramblas, desde a Praça da Catalunha até ao Passeio Marítimo.O brutal atentado da última semana nas Ramblas, que ceifou dezena e meia de vidas e provocou uma centena de feridos, foi mais que um mero acto terrorista. Teve o triste simbolismo do ataque ao coração de uma das mais cosmopolitas urbes mundiais. E, como tal, de uma agressão a todo o mundo civilizado.Por outro lado, o atentado de Barcelona trouxe de novo para a ribalta a nova metodologia do terrorismo islâmico, antes utilizada por exemplo em Nice e Londres. Usar viaturas como armas para arremeter contra multidões em espaços abertos é, para os extremistas, um meio barato de actuar e difícil de controlar pelos serviços de segurança de qualquer país. Nesse pressuposto, estamos perante o cenário preocupante deste tipo de atentados poder vir a ocorrer em qualquer local ou momento.Enquanto isso, noutras latitudes do globo têm vindo a multiplicar-se os sinais de deterioração do equilíbrio geoestratégico mundial. Os exemplos mais evidentes são o clima de guerra civil iminente na Venezuela e o crescendo de tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, envolvendo directamente outras nações orientais e ocidentais.Era bom que, ao contrário do que reza uma conhecida expressão, a História jamais se repetisse. Principalmente quando falamos de situações que atentam contra a dignidade da vida humana, como acontece com o terrorismo e os conflitos bélicos.Dei por mim a reflectir sobre estas questões quando assistia recentemente ao genial filme “Dunkirk” do realizador Christopher Nolan sobre o salvamento de quase 400 mil militares das forças aliadas na praia francesa do mesmo nome, durante a 2.ª Guerra Mundial. Ou ainda, no domínio da pura ficção, os primeiros cinco minutos da película “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, todo um hino à paz e cooperação entre os povos, com o tema “Space Oddity” de David Bowie em fundo.Posso ser acusado de ingenuidade mas acredito piamente que a melhor resposta ao terror não é pagar na mesma moeda. É aplicar a doutrina de Cristo, Buda, Gandhi e Maomé (sim, esse mesmo!), em detrimento da lei de Talião, que advoga o “olho por olho, dente por dente”. Ainda que, naturalmente, haja necessidade de avançar com medidas dissuasoras de futuros ataques à humanidade.Ainda melhor que “Je Suis Charlie” ou “Tous Soms Barcelona” será citar a cantautora Joan Baez e o título de um dos seus temas mais emblemáticos: No nos moveran. Porque, contra todas as formas intimidação, a melhor resposta será sempre dizer que estamos presente e jamais voltaremos as costas a quem é nosso igual!
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