O Festival de Teatro Clássico de Mérida, que este ano cumpre a edição 63, estreita, em Lisboa, os seus laços com o sector cénico Português. O director do certame Jesús Cimaro e o presidente da Junta da Extremadura, Guillermo Fernández Vara, apresentaram na manhã de 15 de Maio a programação de 2017 na capital portuguesa diante um considerável grupo de representantes de companhias e produtoras.
Como já se fizera no ano passado na cidade alentejana de Évora, o acto de apresentação desta manhã procura atrair público português às representações teatrais e musicais que compõem este ano a 63ª edição do festival, que se realiza de 5 de Julho a 27 de Agosto. Mas também, procuram-se vias de cooperação que permitam no futuro co-produções cénicas luso-castelhanas.
Jesús Cimarro incluiu uma vez mais no objectivo marcado de internacionalizar o festival criando linhas de colaboração com os colectivos cénicos de outros países, através dos festivais europeus ou individualmente com as companhias produtoras.
O director explicou que a apresentação em Portugal, um país irmão com estreitos laços de vínculos históricos com a Extremadura, é um passo mais nessa direcção, como já havia sido na integração do certame extremenho no ano passado na Associação Europeia de Festivais, uma redes que integra uma centena de festivais de 40 países, o que levou a obter, este ano, o selo de qualidade Europeu EFFE.
A 63ª edição do festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida arranca no próximo dia 5 de Julho com uma ampla e variada programação que, até 27 de Agosto, contempla sete grandes espectáculos no Teatro Romano de Mérida, um concerto que, precisamente este ano terá presença Portuguesa, a fadista Ana Moura, que actuará junto ao cantor flamenco Arcángel e as Nuevas Voces Búlgaras, que o teatro de Mérida acolherá no dia 17 de Agosto. Em menos de um mês, o certame já vendeu mais de 13.000 entradas de forma antecipada, o que manifesta o elevado interesse que a programação deste ano despertou.
Esta edição, a sexta que Jesús Cimaro dirige através da Pentación Espectáculos, continua aposta pela nova criação, com textos inéditos e originais nunca representados em Mérida, como Séneca ou La comedia de las mentiras, e nomes emergentes ou consolidados do teatro contemporâneo nacional e novas no Teatro Romano emeritense, como o dramaturgo Alberto Conejero ou atores e actrizes Ana Wagener, Diego Garrido, Pablo Derqui, Amaia Salamanca, Alba Flores, Ricardo Gómez, entre outros. Diversos géneros cénicos ( teatro, música, dança, flamenco ) e dramáticos ( comédia, tragédia, musical) procurarão um ano mais conquistar o público emeritense e renovar os êxitos de assistência e impacto que o festival vem colhendo nos últimos cinco anos.
Para isso contará com intérpretes do teatro ou da música nacional como Ana Wagener, Juan Fernández, Roberto Álvarez, Amaia Salamanca, María Isasi, Pablo Derqui, Borja Espinosa, Aitana Sánchez Gijón, Ernesto Alterio, Alba Flores, Diego Garrido, Carmen Linares, Pepón Nieto, María Barranco, Paco Tous, Gisela, Cata Munar, Fernando Ramos, Ana García, Arcángel, Ana Moura, entre muitos outros,que estarão às ordens dos diretores como José Carlos Plaza, Mario Gas, Carme Portacelli, Miguel Hernández, Ricard Reguant, Pep Anton Gómez e Paco Carrillopara pôr de pé oito grandes espectáculos programados nesta edição.
Sete produções
O Festival arranca, de 5 a 9 de Julho com a estreia absoluta da La Orestíada. De 12 a 16 de Julho chegará Calígula, a obra de Albert Camus. Durante a terceira semana, o protagonismo será para as mulheres com Troyanas, estreia absoluta de 19 a 23 de Julho. A programação de Julho será concluída com um filósofo: Séneca, de 26 a 30 de Julho. Agosto arrancará com um musical: La bella Helena. Depois chegará a risada, também com toques musicais, da mão de La comedia de las mentiras. E encerrará com Viriato.
A 63 edição do festival de Mérida completa-se com um amplo programa de actividades paralelas, com exposições, teatro de pequeno formato em outros cenários romanos da capital Extremenha, jornadas de estudo e debates, promoção aos eventos com animação nas ruas e até um encontro de trabalho de jovens. Também, haverá representações em outros teatros romanos da Extremadura (Medellín e Regina) e pela primeira vez na cidade romana de Cáparra, na província de Cáceres.

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