A iniciativa “Guardiões da Raia” (GURA), um projecto de recuperação de património em Elvas, Campo Maior e Badajoz, foi rejeitado por Bruxelas, deixando os municípios sem direito a 6,5 milhões de euros de fundos europeus.
Cada uma das localidades aspirava receber mais de dois milhões de euros que seriam aplicados em 17 iniciativas de recuperação de património, sobretudo ao nível das fortificações.
O Centro de Artes e Ofícios, em Elvas, situado na zona histórica da cidade nas imediações do Cemitério dos Ingleses, estava englobado neste projecto a três e ambiciona ser um espaço de formação e qualificação de profissionais especializados em técnicas e materiais de reabilitação patrimonial.
Uma das razões de Bruxelas deixar de fora o “GURA”, englobado Programa de Cooperação Transfronteiriça (POCTEP), poderá ter tido a ver com o montante global, uma vez que nenhuma das candidaturas aprovadas, na primeira convocatória dos fundos de cooperação transfronteiriça, se assemelhou em valores ao projecto de Elvas, Campo Maior e Badajoz.
A ideia dos responsáveis assentava em apostar nas fortificações abaluartadas da zona de fronteira enquanto produto turístico comum das três localidades, algo único na Europa.
Em Badajoz, o projecto foi recebido como um autêntico “balde de água fria”, visto que os 2,3 milhões de euros de fundos europeus seriam aplicados, entre outros, na ligação amuralhada desde a Puerta del Pilar até à Alcazaba.
O Comité de Gestão do Programa de Cooperação Transfronteiriça Interreg V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020 aprovou, em Abril, 132 projectos de cooperação apresentados na Primeira Convocatória. Os projectos aprovados foram dados a conhecer hoje, 10 de Maio.

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