Duas reuniões inconclusivas, com PSD e PP, e outras tantas, com PCP e BE, em que António Costa identificou pontos de convergência parecem indicar que ao final da semana em curso o PS penderá para a esquerda. A estratégia de Costa, que incluiu todas as forças políticas na agenda de reuniões, conta com o apoio dos dirigentes das Federações distritais de Portalegre e Évora, Luís Moreira Testa e Capoulas Santos, respectivamente.

Luís Moreira Testa, logo após a reunião que juntou, terça-feira ao final da tarde, Passos Coelho, Paulo Portas e António Costa, comentou para o Linhas o desfecho de mais um encontro inconclusivo entre os três principais partidos. Em cima da mesa estava o “Documento facilitador de um compromisso entre a coligação Portugal à Frente e o Partido Socialista para a governabilidade. “Há pressupostos básicos para o PS que não estão a ser acompanhados pela coligação”, disse Luís Moreira Testa, que acrescenta ter a sensação que a coligação “não percebeu qual o papel que deve desempenhar”.

Confira as declarações de Luís Moreira Testa e Capoulas Santos na edição impressa do Linhas, nas bancas a partir de hoje

Também Capoulas Santos entende o trajecto definido pelo secretário-geral do PS: um passo no sentido de uma viragem histórica na nossa democracia, que parece evidenciar cada vez mais que o PS não estará disponível para ser responsável pela continuação em funções do governo mais à direita que a democracia portuguesa conheceu”. “Desejo que o PCP e o BE saibam estar à altura do desafio que a história lhes coloca”, concluiu.

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