Nos círculos eleitorais da Europa e Fora da Europa, a coligação PàF conquistou três deputados e o PS. No círculo Fora da Europa, os dois lugares em disputa foram conquistados pela coligação de direita. Na Europa, a coligação PàF e o PS partilham os dois deputados , mas a lista conjunta PSD/CDS foi a mais votada, alcançando o melhor resultado desde 1991.
A contagem dos votos destes dois círculos eleitorais decorreu hoje em Lisboa. Foram eleitos Carlos Alberto Gonçalves, José Cesário e Carlos Páscoa Gonçalves (PSD) e Paulo Pisco (PS).?
Distribuição dos 230 deputados por partido político: PSD – 89; PS – 86; BE – 19; PP – 18; PCP – 17, PAN -1 .
O partido Nós, Cidadãos! admitiu impugnar o acto eleitoral devido a atrasos no envio dos boletins de voto e erros nas moradas dos eleitores nestes círculos eleitorais.
Passos recusa ser refém
Semana e meia depois do acto eleitoral, o líder do PSD diz que não aceita que o País “fique refém” e recorda que foi a coligação PàF que saiu vitoriosa nas Legislativas.
Passos Coelho falou de “chantagem política” por parte dos partidos à esquerda e de um jogo que, no seu entender, “inverte ou perverte” o resultado das eleições de 4 de Outubro.
«Talvez seja altura de pôr um ponto final naquilo que o país tem vindo a assistir de forma atónita. Dá a impressão que o PS ganhou as eleições e está a fazer diligências para formar Governo» – Passos Coelho
Recusando “virar do avesso” os resultados eleitorais ou governar com o programa dos socialistas, Passos Coelho lamenta que tenham resultado infrutíferas as duas reuniões com o PS e garante que António Costa não deu qualquer contributo para um entendimento.
O secretário-geral do Partido Socialista (PS) aponta para a forte possibilidade de um governo PS apoiado por BE e PCP, com garantias de respeito pelos compromissos internacionais.
Costa recusa bluff
À esquerda, o secretário-geral do PS redobrou-se em entrevistas. Ao Financial Times, Costa garantiu que não está a fazer “bluff” e admitiu que as negociações com BE e PCP estão mais avançadas do que com PSD e PP.
António Costa considerou, inclusivamente, que seria melhor para o país um governo do PS, viabilizado à esquerda.
«O PS é o partido mais pró-europeu em Portugal (…) perante o radicalismo do actual governo e as brutais medidas que o país sofreu, existe agora a possibilidade de fazer recuar a austeridade sem colocar em causa as nossas obrigações internacionais» – António Costa
A resposta a Passos Coelho ficou, contudo, a cargo de Carlos César, presidente do PS, que realçou as regras exigidas para governar em minoria e o facto de a coligação não ter dado resposta às expectativas socialistas.
O PS defende que há possibilidade de afastar austeridade, sem pôr em causa as obrigações internacionais do país.