Nos primeiros oito meses do ano a Polícia de Segurança Pública identificou seis jovens, até aos 16 anos, por suspeita de estarem envolvidos em ocorrências de incêndios florestais.

No ano de 2013 foram identificados nove menores pelo mesmo motivo e, em 2014, onze.
As identificações ocorreram no âmbito de incêndios florestais ocorridos na área de responsabilidade da PSP e representam 19,8% do total de pessoas identificadas, entre 2013 e 2015, por suspeita de prática de incêndios florestais. Em 2013 foram identificados 59 pessoas, sendo que uma delas era reincidente. Em 2014 o número diminuiu para 37, havendo dois reincidentes. Em 2015, até à data actual, foram identificadas 35 pessoas.
Considerando as ocorrências de incêndios florestais comunicadas à PSP desde o início do ano, verifica-se que as áreas mais afectadas são os distritos de Lisboa (86 ocorrências), Setúbal (49), Porto (33), Santarém (31) e a Ilha da Madeira (28). Não obstante, este problema estende-se aos demais distritos e ilhas, havendo registo de 9 ocorrências em Viana do Castelo, 8 em Braga, Castelo Branco e Leiria, 5 em Aveiro, 3 em Viseu e Coimbra e uma em Portalegre e Faro.
Paralelamente, em 2014, os distritos mais afectados foram os de Lisboa (41), Santarém (31), Setúbal (15), Porto (12), Braga (11), Viseu (9), Castelo Branco (7), bem como a Ilha da Madeira (10).
Em 2013 a tendência mais acentuada foi novamente no distrito de Lisboa com 112 ocorrências registadas. Seguiram-se-lhe Setúbal (72), Porto (36), Viseu (35), Ilha da Madeira (33), Braga (22) e Aveiro (11).
A problemática dos incêndios florestais é “uma preocupação constante” da PSP que, no âmbito das suas competências, tem promovido várias acções de sensibilização junto da população para alertar para os cuidados a ter com a limpeza e manutenção de terrenos, especialmente quando são detectadas situações de maior risco (por falta de limpeza dos terrenos e de não estar a ser respeitada a distância definida por lei entre a vegetação e as habitações, faixa de rodagem, postes eléctricos e linhas ferroviárias).
Estas acções continuarão a ser desenvolvidas localmente enquanto se mantiver o risco de incêndio com o objectivo de prevenir novas ocorrências.

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