Ainda na primeira quinzena de Agosto, a vindima já começou no Alentejo. Pelo menos um produtor vitivinícola, a Ervideira, decidiu acelerar todo o ciclo da videira e, um pouco mais cedo do que o normal, deu início à época das vindimas, por “culpa” de um de um “verão extremamente seco e cheio de dias de grande luminosidade”.

E como vem sendo habitual, desde 2 000, a empresa opta pela vindima noturna, pela preservação que esta forma de vindimar traz para as uvas. O transporte até á adega (em Reguengos de Monsaraz) é realizado em camião refrigerado, uma forma a manter a temperatura baixa, conseguindo-se, com isso, obter uma redução de oxidações e fermentações indesejadas, assim como se potencia a maceração a frio.

A Ervideira produz vinho desde 1880. Actualmente possui um total de 160 hectares de vinha, distribuídos pelas sub-regiões da Vidigueira (110 ha) e Reguengos (50 ha)

 “As primeiras uvas apanhadas na passada noite de 11 de agosto foram da casta trincadeira situada no Monte da Ribeira, (a propriedade da Ervideira na região da Vidigueira), plantada em solos vermelhos de xisto. Como resultado deste grande período seco que se tem sentido, foi necessário minimizar o efeito de stress hídrico da planta, procurando regar um pouco mais durante a noite, para que durante o dia a planta sentisse alguma água no solo e assim, apesar do tamanho calor, manter-se com os estomas abertos e continuar a fazer fotossíntese. Tudo isto resulta numa maturação mais precoce do que em anos mais frescos, mantendo a qualidade das uvas elevada, qualidade esta que é definida pelo grau de açúcar, acidez, pH e maturação fenólica”, explica Duarte Leal da Costa, Diretor-geral da Ervideira.

Estas primeiras uvas irão fermentar em lagares abertos de pisa mecânica, com temperatura controlada, prevendo-se para as primeiras 24 horas atingir 8ºC para fazer a maceração a frio, deixando depois a temperatura subir até aos 22 a 24º, controlando-a para que não haja perda do potencial aromático do vinho. Após a fermentação, caso se confirme o padrão de qualidade, este vinho deverá estagiar em barricas novas de carvalho francês, de forma a integrar os lotes do vinho da gama Conde D'Ervideira.

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