Virgílio Baptista, o condutor que atropelou mortalmente um homem e feriu a namorada deste, na madrugada de 1 de Janeiro de 2014, em Portalegre, foi condenado a 310 dias de prisão, substituídos por uma pena de multa de 1550 euros, pelos crimes de homicídio por negligência e ofensas à integridade física.
O Tribunal de Portalegre, que absolveu Virgílio Baptista do crime de omissão de auxílio, entendeu que a culpa do acidente é 60 por cento do condutor e 40 por cento das vítimas, que estariam sentadas ou deitadas na via quando foram atropeladas, além de acusarem álcool e drogas no sangue.
O condutor, de 23 anos de idade, que só se entregou às autoridades dias depois do acidente, fica ainda inibido de conduzir durante seis meses.
Em declarações à Rádio Portalegre, Amílcar Santos, advogado do arguido, mostrou-se satisfeito com a sentença, afirmando que “é perfeitamente adequada à prova feita nos autos e produzida durante o julgamento”.
O advogado disse ainda que muito provavelmente não vai recorrer da sentença a que o arguido foi condenado.
O atropelamento, que provocou a morte de Nuno Oliveira, de 42 anos, residente na Amadora, e ferimentos graves na sua namorada, Sandra Curinha, de 36 anos, residente em Portalegre, ocorreu às 5,45h do dia 1 de Janeiro de 2014, na Avenida George Robinson, em Portalegre.
O condutor da viatura disse que pensou ter embatido em sacos de plástico e só se entregou às autoridades depois de ver as notícias e de perceber que poderia estar envolvido no acidente.
Foto: Alto Alentejo

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