A tomada de posse do líder socialista da Extremadura, Guillermo Fernández Vara, como presidente da Junta da Extremadura, que aconteceu sábado, dia 4, em Mérida, foi mais um passo na mudança de rumo político que os socialistas ibéricos, em particular os do Alto Alentejo e os da região de Espanha que faz fronteira, estão a protagonizar.
Este momento solene contou com a presença de uma delegação portuguesa liderada pelo presidente da Federação Distrital de Portalegre, Luís Moreira Testa, e com personalidades como o presidente honorário da organização socialista do Alto Alentejo, o Comendador Rui Nabeiro, e do presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, que fez questão de dar o seu apoio inequívoco aos camaradas espanhóis e, mais uma vez, reafirmar o compromisso conjunto.
A chegada dos socialistas ao poder na região do outro lado da fronteira é mais um passo para a concretização da união com o Alto Alentejo na busca de mais e melhores oportunidades para as duas regiões.
“Assistimos a um dia histórico, que foi os socialistas recuperarem o poder na Extremadura espanhola. Isso significa nós podermos, também, ter aqui um parceiro na construção de um território melhor, mais justo, que dê mais resposta aos anseios das populações, que crie mais empregos, onde haja mais desenvolvimento”, afirmou Luís Moreira Testa.
A chegada dos socialistas da Extremadura ao poder abre portas a uma nova fase da cooperação entre os dois partidos. Do lado de Espanha, o plano na tomada de decisões e na aplicação das políticas conjuntas já pode ser posto em prática. Em Portugal, trabalha-se para que isso aconteça em Outubro, nas próximas eleições legislativas.
“O passo que foi dado deste lado da fronteira, em Espanha, em Mérida, procuramos nós dá-lo em Outubro nas eleições legislativas em Portugal. Isso será sinónimo de podermos construir, conjuntamente, um espaço de desenvolvimento transfronteiriço e que possa significar uma resposta cabal para os problemas das pessoas, mas também um desafio para os dois lados da fronteira na procura de soluções novas”, disse o presidente da Federação Distrital de Portalegre do PS. E concretiza: “O essencial é encontrarmos novas alternativas para aumentarmos o número de postos de trabalho, aumentarmos o número de investimentos, aumentarmos o número de empresas e com isso criarmos mais desenvolvimento para as populações dos dois lados da fronteira”.

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