A Câmara de Évora anunciou que vai pedir esclarecimento à Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo sobre o funcionamento dos serviços de Oncologia e Radiologia no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).

“Os recentes acontecimentos tornados públicos nos Serviços de Oncologia e Radiologia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) têm vindo a causar preocupação geral pela sensibilidade da matéria e pela possibilidade de a situação comprometer a manutenção de cuidados de saúde diferenciados a toda a população do Alentejo, tendo em conta a centralidade do HESE na Rede de Referenciação Hospitalar”, refere uma nota de imprensa que a autarquia divulgou.

Nessa mesma nota, a CM Évora adianta que o presidente da Câmara, Carlos Pinto de Sá, e o presidente da Assembleia Municipal, tomaram a iniciativa de solicitar audiência ao presidente da ARS Alentejo com o “intuito de conhecer a situação em detalhe e obter esclarecimentos sobre a atual capacidade de resposta dos serviços de saúde públicos nestas especialidades e se a mesma põe em causa o direito à saúde dos utentes”.

No caso da oncologia, como o Linhas noticiou, está em causa a demissão de três dos quatro médicos do Serviço de Oncologia do HESE Tratando-se de um serviço de referência para toda a região, a Associação Oncológica do Alentejo (AOAL) manifestou já a sua preocupação ao Conselho de Administração do HESE e à ARS Alentejo (ARSA), a quem solicitou reuniões para obter informação sobre este assunto. A administração do HESE informou a AOAL que o serviço  seria assegurado com recurso a contratos de prestação de serviços até à abertura de concursos.

Aos médicos do Serviço de Oncologia do HESE cabe também o acompanhamento de doentes dos hospitais de Elvas, Portalegre, Beja e Santiago do Cacém

No início de Maio, o clínico Sérgio Barroso, coordenador Regional para as Doenças Oncológicas e diretor do Serviço de Oncologia, apresentou a demissão, invocando “razões pessoais”. Seguiu-se a demissão das médicas Teresa Timóteo e Joana Augusto. Os doentes interrogam-se sobre a saída de três dos quatro médicos deste serviço e relacionam-na com as condições colocadas à sua disposição para assegurar a continuidade de cuidados oncológicos num serviço cuja qualidade é reconhecida a nível nacional. O Linhas  falou com alguns doentes acompanhados por médicos deste serviço e ouviu relatos de insegurança no que diz respeito ao acompanhamento médico futuro.

Na edição impressa desta semana, o Linhas inclui uma reportagem sobre o sector da saúde no Alentejo.

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