A Federação Socialista de Évora apresenta amanhã, dia 30, o Conselho Consultivo Independente, composto por 46 cidadãos de “reconhecido mérito e sem filiação partidária”. Após a posse, o conselho irá pronunciar-se e emitir parecer sobre o programa eleitoral para o distrito, que incluirá a construção de um novo hospital central para a região e assumirá a ambição de contribuir com a eleição de dois deputados.

Em comunicado, o PS-Évora refere que, dando sequência à orientação política apresentada pelo presidente da Federação, Capoulas Santos, no último congresso distrital, foi aprovada a criação do referido conselho consultivo, que será empossado (16h30, hotel Vila Galé, em Évora) pelo presidente do partido, Carlos César.

Entre os 46 conselheiros constam Alfredo Barroso (ex-autarca de Redondo e actual presidente do CA da ADRAL), Filomena Mendes (professora universitária e ex-presidente do CA do HESE) e os autarcas Bengalinha Pinto (Viana do Alentejo) e José Manuel Grilo (Portel).

«Cabe-lhe (ao Conselho Consultivo Independente) discutir e emitir pareceres ou propostas aos órgãos do partido, aos seus deputados ou aos seus autarcas, sobre todas as questões de interesse para o distrito. Na sua primeira reunião após a posse, o Conselho irá pronunciar-se e emitir parecer sobre o Programa Eleitoral para o Distrito de Évora, que será depois submetido à Comissão Política Distrital e que será ratificado em 20 de Junho por uma grande Convenção Distrital, aberta a militantes e simpatizantes do PS de todos os concelhos do Distrito», pode ler-se na nota de imprensa distribuída pelo PS.

Dois deputados…

Em declarações ao Linhas de Elvas, o presidente da Federação de Évora do PS, Capoulas Santos, traçou os objectivos do PS para o Alentejo Central: «Contribuir para a maioria do PS elegendo dois deputados, construir o Hospital Central e impedir o crime ambiental da Boa-Fé.

A construção de um novo hospital em Évora (a sua conclusão chegou a estar prevista para 2014) tem sido nos últimos anos tema de debate em todas as agendas partidárias. É defendido por socialistas, comunistas e, recentemente, o ministro da Saúde voltou a admitir a necessidade de relançamento do projecto mas sem fazer referência a datas.

O novo hospital implica um investimento na ordem dos 94 milhões de euros – capacidade até 440 camas. A área de influência de primeira linha do novo hospital abrange 150 mil pessoas, dos 14 concelhos do distrito de Évora, enquanto, numa segunda linha, serão servidas 440 mil pessoas dos restantes 33 concelhos do Alentejo (Portalegre, Beja e Alentejo Litoral).

No que se refere à actividade mineira na Boa-Fé, entre Montemor-o-Novo e Évora, o PS já em Setembro de 2014 considerava que provocaria «enormes danos ambientais, com consequências negativas irreversíveis na qualidade da água e dos solos». Em moção aprovada por unanimidade no congresso da Federação de Évora, os socialistas recomendaram aos seus eleitos que se empenhassem em iniciativas para impedir o avanço do projecto, defendendo, inclusivamente, a realização de referendos locais.

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