Como vem cedo habitual, o grupo do MTA de adultos ruma sempre a Fátima nos dias 12 e 13 de Maio. Ao MTA associam-se sempre outras pessoas constituindo uma verdadeira “Família Teresiana” que aos pés de Maria “Encontra a paz perdida” como diria santo Henrique de Ossó. Este ano atendendo ao V Centenário de Santa Teresa tivemos como mote uma máxima de Teresa: “Já que tendes tão boa Mãe imitai-A”. Assim, pelo caminho, com tempos de silêncio, reflexão e oração fomos partilhando atitudes e virtudes de Maria, que podemos imitar como a fé, a esperança, a disponibilidade, o serviço, o amor e a sua atitude de “Sim” frente às surpresas do dia a dia. Éramos cerca de 70 pessoas, cinco das quais foram a pé e se associaram a nós à sua chegada a Fátima.
No dia 12, pela tarde, fizemos a via-sacra até ao calvário Húngaro passando pelos Valinhos e Loca do Cabeço meditando, nesses lugares, no que aí aconteceu em 1917. Alojados no Centro de Espiritualidade Jacinta e Francisco integramo-nos na procissão das velas e na Eucaristia pela noite e nas celebrações do dia 13 no recinto da oração.
As celebrações foram presididas pelo cardeal arcebispo, da Aparecida –Brasil, D. Raimundo Damasceno Assis que destacou os vínculos que unem Portugal e Brasil como a fé católica, a fraternidade e a devoção filial a nossa Senhora.
“Portugal e Brasil, estão especialmente unidos por dois “eventos marianos”, separados por 200 anos. No Brasil, com “o encontro extraordinário da imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”; enquanto “em Portugal, em 1917”, com “a milagrosa aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco”, destacou o referido Arcebispo. Ficou também entronizada uma imagem de nossa senhora Aparecida oferecida pelo Arcebispo D. Raimundo sinal da “união entre Portugal e Brasil.
Nas palavras que levou aos milhares de peregrinos no recinto principal do Santuário de Fátima, D. Raymundo Damasceno Assis enalteceu ainda a mensagem que Nossa Senhora deixou na Cova da Iria, que quase 100 anos depois continua a ser um convite continuo a buscar a paz. “Os acontecimentos que aqui se deram ao longo de 1917, quando o mundo assistia às atrocidades da Primeira Guerra Mundial”, referiu o cardeal brasileiro, “chamam à atenção de um coração humano: o Imaculado Coração de Maria”.
O arcebispo de Aparecida disse que a Igreja não pode afastar-se da simplicidade e desaprender as lições das mensagens de Fátima e de Aparecida. “A fragilidade é o meio escolhido por Deus para realizar a sua obra. A Igreja deve sempre lembrar que não pode afastar-se da simplicidade”, afirmou o cardeal Raymundo Damasceno Assis, no Santuário de Fátima, na homilia da missa que sucedeu à procissão das velas, momento em que cerca de 200 mil peregrinos iluminaram o recinto.
Após a eucaristia, do dia 13, atravessou o recinto, num carro preparado para o efeito, a imagem da virgem peregrina de Fátima que nesse dia iniciou uma visita de 12 meses às dioceses portuguesas, no âmbito dos preparativos para as comemorações do centenário das aparições. Após deixar o Santuário de Fátima, a imagem peregrina fará o seguinte percurso por Portugal: Viseu, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança-Miranda, Lamego, Coimbra, Guarda, Portalegre-Castelo Branco, Setúbal, Évora, Beja, Algarve, Santarém, Lisboa, Madeira, Aveiro, Açores, Porto, Leiria-Fátima. De Roma chegou também um fax do papa Francisco que na audiência desse dia, na praça de S. Pedro, e que o Bispo de Leiria-Fátima leu para todos os peregrinos presentes:
“Neste dia de Nossa Senhora de Fátima, convido-vos a multiplicar os gestos diários de veneração e imitação da Mãe de Deus. Confiai-Lhe tudo o que sois, tudo o que tendes; e assim conseguireis ser um instrumento da misericórdia e ternura de Deus para os vossos familiares, vizinhos e amigos”, “Agora, peço ao meu irmão português que, neste dia de Nossa Senhora de Fátima, reze em português uma Ave-Maria à Virgem, com todos em silêncio”.
Partimos com a alma cheia e o desejo de fazer de Maria o caminho mais curto para Jesus e aceitar o seu convite no dia a dia da nossa vida: “Fazei o que Ele vos disser”.
Irmã Fátima Magalhães

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